Implante de Silicone

Apesar das controvérsias, o número de mulheres com implante de silicone tem vindo a aumentar radicalmente nos últimos tempos. Utilizados para aumentar o tamanho ou substituir um seio perdido por câncer, os implantes podem ser de gel de silicone ou de solução salina.

Atualmente, existem novos materiais, como o famoso óleo de soja e o hidrogel. Todos estes materiais ficam envolvidos num fino saco de silicone de textura lisa ou rugosa para que então possa ser implantado no organismo.

Como vocês já viram o nosso assunto de hoje é o implante de silicone.

Qual o tipo de implante?

Em 1992, a autoridade sanitária máxima dos Estados Unidos retirou do mercado os implantes de silicone, porque os fabricantes não conseguiram provar que esses modelos eram seguros. Muitas mulheres com estes implantes queixavam-se de doenças auto-imunes, incluindo lúpus e artrite reumatóide, atribuindo a sua causa ao vazamento de silicone pelo implante.

Em muitos outros países os implantes de silicone nunca foram proibidos. Atualmente, é utilizada uma nova geração de implantes de gel de silicone que são altamente coesivos e de superfície texturada que anula praticamente todos os riscos de vazamento do produto e ainda evita a formação de contratura capsular.

Em 1996, foram testados no Canadá implantes mamários feitos de óleo de soja. Em vários países estes implantes já são usados mas, ainda são desconhecidos os efeitos a longo prazo do óleo no organismo em caso de rutura do implante.

Ao escolher um implante, você deve estar ciente das vantagens e desvantagens de todos os materiais. Não existe um material completamente seguro que permita ao mesmo tempo um bom resultado estético.

Os implantes de gel de silicone permitem uma aparência mais natural, têm uma maior durabilidade, mas, em caso de rutura, oferecem mais complicações ao paciente.

Complicações clínicas reconhecidas

Deixando de lado as preocupações, existem várias outras complicações clínicas reconhecidas. Em alguns casos após a cirurgia em si pode haver formação de quelóide ao redor do implante. A contratura capsular, o tecido cicatricial, pode ficar tenso, provocando dor, endurecimento do seio e alteração do seu aspecto. Além disso, os depósitos de cálcio, que às vezes se formam ao redor do implante, podem produzir resultados semelhantes. Qualquer destes problemas poderá exigir uma segunda operação. Estas complicações são substancialmente reduzidas com o uso de implantes de gel coesivo de silicone de superfície texturada.

Depois de receberem os implantes, algumas mulheres sentem diminuição ou aumento da sensibilidade nos mamilos e em outras partes do seio – alterações essas que podem ser temporárias ou até permanentes. Os implantes podem ainda mudar de posição, provocando desconforto e uma aparência assimétrica.

Como os implantes de silicone se deterioram com o passar do tempo, alguns podem chegar até mesmo a se romper. Se esse gel se dissemina pelo corpo, o sistema imunológico pode criar grânulos em volta do material para tentar elimina-los. Se os nódulos resultantes, que podem alcançar as mãos, barriga ou outras partes do corpo, forem dolorosos, pode ser necessária uma grande cirurgia para retirar o gel que migrou para essas partes.

Os implantes feitos de solução salina rompem-se com mais frequência. A solução salina não prejudica o organismo, mas um implante rompido tem que ser removido. A taxa de rutura dos implantes salinos varia bastante e depende, de certa maneira, das normas de fabricação do produto. As empresas são obrigadas a fornecer relatórios sobre a segurança dos seus produtos e, por isso, a mulher que queira fazer um implante deve pedir ao médico as cópias do boletim de informações da empresa e das instruções do produto enviadas pelo fabricante.

Para quem não sabe um implante pode até mesmo interferir com a leitura de uma mamografia, ocultando um tumor (o mesmo não acontece com os implantes de óleo de soja porque o material é translúcido).

E, como o exame exige que se faça uma pressão sobre o seio, isso pode provocar a rutura do implante. Por isso uma mulher que tenha implantes nos seios deve sempre avisar o técnico antes da realização do exame.

 

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